Certos sentimentos são únicos. Não tem explicação ou razão de ser. Simplesmente nascem com a gente ou nos são apresentados durante a vida. E não há a possibilidade de pensar: “não vou sentir isso”.

Com o futebol é assim. Você torce por um time independente dele ser o campeão da vez. Você o acompanha porque se interessa por ele. Quando ganha você extravasa e quando perde você entristece junto.
Eu sou colorada desde sempre. Na verdade comecei a acompanhar mesmo (e entender) lá pelos meus 12 anos. Engraçado, que apesar do meu pai ser colorado, nunca sofri pressão para torcer pelo Internacional. Acho que ele pensava que por eu ser menina não daria bola para essas coisas. Tanto que a primeira vez que ele foi ao Gigante da Beira-Rio, foi com um ingresso que eu comprei para nós.
Eu tinha 17 anos e naquela época (anos 90) não era fácil ser colorado. Houve o título da Copa do Brasil em 1992 e depois só alguns campeonatos gaúchos (91, 92, 94 e 97). Mas era o Inter! E isso não muda! O importante é estar junto!
E lá fomos eu e meu pai ao estádio. Foi uma vitória do Inter sobre o Vereanópolis no Gauchão. Mas para mim era final de campeonato! A emoção é demais! Gritar, torcer, ver de perto e depois passear em volta do Beira-Rio são coisas que dá vontade de fazer todos os finais de semana.
Sentimento parecido foi participar de um projeto do Inter: a Visita Colorada. Através dele, com o auxílio de guias, você conhece todo o Complexo Beira-Rio:
- Os campos de treinamento
- Entra no gramado (demais!)
- Tira uma onda no banco de reservas
- Conhece as instalações das suítes (na boa, pra mim aquelas instalações são mais do que para assistir jogos, são para morar!)


- Faz o caminho que o time visitante percorre para entrar no estádio, inclusive o famoso corredor com as fotos dos torcedores.
Eu aproveitei e fui também ao Museu do Inter – Ruy Tedesco. Impressionante! A maneira como foi projetado, os detalhes, a história... tudo é maravilhoso. Impossível explicar tudo o que há para ver e participar (sim, o museu é interativo). Há estátuas do goleiro Manga e do zagueiro Figueroa, por exemplo, que “flutuam” sobre uma arquibancada de madeira (linda!) em que podemos sentar e acompanhar vídeos do colorado. Como um cinema!
Também há computadores com os dados de todos os jogadores que já passaram pelo Campeão de Tudo. E claro, todas as taças, desde os primeiros títulos regionais até os últimos internacionais. No teto uma grande quantidade de flâmulas de adversários que o Inter já enfrentou. Há também um local com objetos pessoais de grandes personagens que fizeram história no Clube do Povo!
É um passeio mais do que especial para ficar na memória e conhecer ainda mais a linda trajetória do Internacional!